Neuroinfecções

Neuroinfecções

Meningites, encefalites, abscessos cerebrais e mielites infecciosas: o que é e qual a importância.

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Meningites: 1,2 milhão/ano
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Alta mortalidade
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O que são as Neuroinfecções?

As neuroinfecções compreendem um grupo diverso de doenças infecciosas que afetam o sistema nervoso central (cérebro, medula espinhal e meninges) e, ocasionalmente, o sistema nervoso periférico. Entre as principais categorias destacam-se as meningites (inflamação das meninges), causadas por bactérias, vírus ou fungos; as encefalites (inflamação do parênquima cerebral),frequentemente de etiologia viral; as meningoencefalites, que combinam características de ambas; os abscessos cerebrais, coleções purulentas focais no parênquima cerebral; as mielites (inflamação da medula espinhal); e as infecções neurológicas oportunistas, particularmente em pacientes imunocomprometidos. Os agentes etiológicos são variados, incluindo bactérias(como Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae, Mycobacterium tuberculosis), vírus (Herpes simplex, arbovírus, enterovírus, HIV), fungos (Cryptococcus, Cândida), parasitas (Taenia solium, Plasmodium falciparum,Toxoplasma gondii) e príons (causadores da doença de Creutzfeldt-Jakob). A patogênese envolve mecanismos de invasão do sistema nervoso através da barreira hematoencefálica, disseminação a partir de estruturas adjacentes (como seios paranasais ou ouvido médio) ou inoculação direta após trauma ou procedimentos neurocirúrgicos.

 

Quais são os principais sintomas que os pacientes podem experienciar com estas doenças?

Os sintomas das neuroinfecções variam conforme a síndrome específica, o agente etiológico e a área neurológica afetada, mas frequentemente incluem cefaleia progressiva, manifestações de processo infeccioso sistêmico (febre, calafrios, mal-estar) associadas a sinais de comprometimento neurológico. Nas meningites, a tríade clássica inclui cefaleia intensa, rigidez de nuca e febre, frequentemente acompanhadas de fotofobia, fonofobia, náuseas e vômitos. Sinais de irritação meníngea podem estar presentes. Nas meningites bacterianas, o início tende a ser mais abrupto, com progressão rápida e possível evolução para alteração do nível de consciência, crises epilépticas e sinais focais. Nas encefalites, predominam alterações do estado mental (confusão, desorientação, sonolência), distúrbios comportamentais, crises epilépticas e, dependendo da região afetada, déficits neurológicos focais. A encefalite herpética caracteristicamente afeta o lobo temporal, manifestando-se com alterações comportamentais, afasia e crises epilépticas. Abscessos cerebrais causam sintomas de efeito de massa intracraniana progressiva (cefaleia, vômitos, papiledema) e sinais focais relacionados à localização. Mielites resultam em combinações variáveis de déficit motor, sensitivo e autonômico abaixo do nível medular afetado. Em pacientes imunocomprometidos, as apresentações podem ser atípicas, com sintomas menos exuberantes ou evolução mais insidiosa.

 

Qual o impacto que estas doenças podem causar quando não tratadas corretamente?

Quando não diagnosticadas e tratadas prontamente, as neuroinfecções podem ter consequências devastadoras devido à vulnerabilidade do sistema nervoso e ao espaço limitado dentro do crânio. A meningite bacteriana não tratada apresenta mortalidade superior a 50% e, mesmo com tratamento adequado, um grupo elevado de dos sobreviventes desenvolvem sequelas neurológicas permanentes, como déficits auditivos, visuais, motores, convulsões e comprometimento cognitivo. Nas encefalites virais, particularmente a herpética, o atraso no início do tratamento antiviral associa-se a aumento exponencial da mortalidade e maior incidência de sequelas graves, incluindo epilepsia, alterações comportamentais, déficits cognitivos e distúrbios de movimento. Abscessos cerebrais não tratados são invariavelmente fatais, e mesmo com tratamento cirúrgico e antimicrobiano adequados, podem resultar em epilepsia focal refratária e déficits neurológicos permanentes. As neuroinfecções também podem desencadear complicações agudas como estado de mal epiléptico, hipertensão intracraniana, hidrocefalia, trombose venosa cerebral, acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico, e complicações sistêmicas como choque séptico e falência múltipla de órgãos. O diagnóstico precoce, com utilização apropriada de neuroimagem, análise do líquido cefalorraquidiano e métodos microbiológicos, seguido de terapia antimicrobiana adequada, medidas de suporte e, quando indicado, tratamento cirúrgico, são fundamentais para reduzir mortalidade e sequelas.