Doenças Autoimunes

Doenças Autoimunes

Esclerose Múltipla, Neuromielite Óptica, Encefalite, Miastenia Grávis.

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EM é a mais comum
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30-40 anos de idade
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Mais comum em mulheres
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O que são as Doenças Autoimunes Neurológicas?

As doenças autoimunes neurológicas compreendem um grupo de condições caracterizadas pelo ataque errôneo do sistema imunológico contra componentes do sistema nervoso. Dentre estas, destaca-se a Esclerose Múltipla(EM), doença crônica desmielinizante que afeta o sistema nervoso central, onde o sistema imune ataca a mielina, a camada protetora que envolve os axônios neuronais, resultando em placas de desmielinização e degeneração axonal. Além da EM, o espectro inclui a Neuromielite Óptica (NMO), caracterizada pelo ataque a canais específicos (Aquaporinas-4), principalmente no nervo óptico e medula espinhal; as encefalites autoimunes, com anticorpos contra receptores neuronais específicos; a Síndrome de Guillain-Barré, onde anticorpos atacam nervos periféricos; a Miastenia Grávis, com anticorpos contra receptores de acetilcolina na junção neuromuscular; e diversas outras condições mais raras. A fisiopatologia envolve complexa interação entre predisposição genética, fatores ambientais (como infecções virais, exposição solar insuficiente, tabagismo) e mecanismos imunológicos, incluindo resposta anormal de células T e B, produção de autoanticorpos e ativação do sistema imune inato.

 

Quais são os principais sintomas que os pacientes podem experienciar com estas doenças?

Os sintomas das doenças autoimunes neurológicas variam conforme a condição específica e as áreas do sistema nervoso afetadas. Na Esclerose Múltipla, o quadro clínico é extremamente heterogêneo, podendo incluir fadiga persistente (presente em até 80% dos pacientes), distúrbios visuais (neurite óptica, com dor ocular e perda visual), alterações sensitivas (parestesias, dormências, sensação de choque elétrico com flexão do pescoço -sinal de Lhermitte), fraqueza muscular, espasticidade, ataxia (alteração da marcha), disfunção vesical e intestinal, disfunção sexual, alterações cognitivas (principalmente velocidade de processamento e memória) e manifestações psiquiátricas como depressão e ansiedade. A evolução clássica inclui surtos (exacerbações agudas) seguidos de remissões, embora existam formas progressivas desde o início. Na Neuromielite Óptica, predominam neurite óptica grave (frequentemente bilateral) e mielite transversa extensa, geralmente com recuperação incompleta. Nas encefalites autoimunes, observam-se alterações comportamentais, crises epilépticas, distúrbios de movimento e comprometimento cognitivo. A Síndrome de Guillain-Barré caracteriza-se por fraqueza ascendente, simétrica, com hiporreflefia e, nos casos mais graves, comprometimento respiratório. Na Miastenia Grávis, há fraqueza flutuante que piora com esforço e ao longo do dia, afetando predominantemente musculatura ocular, facial, bulbar e apendicular proximal.

 

Qual o impacto que estas doenças podem causar quando não tratadas corretamente?

Quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, as doenças autoimunes neurológicas podem ter consequências devastadoras. Na Esclerose Múltipla, a inflamação crônica não controlada acelera a neurodegeneração, levando ao acúmulo progressivo de incapacidade física e cognitiva. Estudos demonstram que o atraso no diagnóstico e no início de terapias modificadoras de doença está diretamente associado a pior prognóstico a longo prazo, com maior risco de conversão para formas progressivas, incapacidade de deambulação e comprometimento cognitivo. A NMO não tratada pode resultar em cegueira irreversível e paraplegia (perda de força nos MMIIs) em curto período. Nas encefalites autoimunes, o diagnóstico tardio associa-se a sequelas cognitivas permanentes e epilepsia refratária. Na Síndrome de Guillain-Barré, o atraso no tratamento aumenta o risco de insuficiência respiratória, complicações autonômicas e sequelas motoras permanentes. Na Miastenia Grávis, crises miastênicas podem ser fatais se não reconhecidas e abordadas adequadamente. O impacto destas condições extrapola o aspecto físico, afetando significativamente a qualidade de vida, capacidade laboral, relacionamentos sociais e saúde mental. O manejo ideal requer abordagem multidisciplinar, com neurologista especializado em neuroimunologia, diagnóstico precoce (frequentemente auxiliado por biomarcadores e neuroimagem avançada), tratamento imunossupressor/imunomodulador adequado e reabilitação, visando controlar a atividade inflamatória, prevenir surtos, retardar a progressão e maximizar a recuperação funcional.