Distúrbios Neuromusculares

Distúrbios Neuromusculares

Miastenia Grávis, distrofias musculares, neuropatias e ELA: o que é e qual a importância.

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Fraqueza muscular
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O que são as Doenças Neuromusculares?

As doenças neuromusculares compreendem um grupo heterogêneo de condições que afetam a unidade motora, ou seja, o neurônio motor, as junções neuromusculares, os nervos periféricos ou as próprias fibras musculares. Estas doenças podem ser hereditárias ou adquiridas e variam amplamente em termos deidade de início, progressão e prognóstico. Entre as principais categorias estão as distrofias musculares (como Duchenne, Becker e distrofia miotônica), as miopatias congênitas e metabólicas, as neuropatias periféricas (como a Doença de Charcot-Marie-Tooth), as doenças da junção neuromuscular (como a Miastenia Grávis),as amiotrofias espinhais e a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A base fisiopatológica varia conforme o subtipo específico, podendo envolver alterações genéticas, processos autoimunes, toxinas, infecções ou distúrbios metabólicos que comprometem a geração, transmissão ou execução do impulso nervoso responsável pela contração muscular.

 

Quais são os principais sintomas que os pacientes podem experienciar com estas doenças?

Os sintomas das doenças neuromusculares variam conforme a estrutura primariamente afetada, mas frequentemente incluem fraqueza muscular, que pode ser focal ou generalizada, proximal ou distal, simétrica ou assimétrica. Outros sintomas comuns incluem fadiga muscular desproporcional ao esforço, atrofia muscular, cãibras, mialgia, contrações fasciculares (pequenas contrações involuntárias visíveis sob a pele), hipotonia e redução ou ausência de reflexos tendinosos. Quando afetam os músculos respiratórios, podem causar dispneia, ortopneia, hipoventilação e infecções respiratórias recorrentes. O comprometimento dos músculos bulbares leva a disfagia (dificuldade para deglutir), disartria (alterações na fala) e alterações da mímica facial (músculos da face). Em algumas condições, há manifestações sistêmicas como cardiomiopatia, alterações endócrinas, cataratas ou envolvimento do sistema nervoso central. A progressão dos sintomas varia significativamente: algumas doenças têm evolução rápida (como a ELA), outras progridem lentamente ao longo de décadas (como certas neuropatias periféricas), e algumas apresentam curso flutuante com períodos de exacerbação e remissão (como a Miastenia Grávis).

 

Qual o impacto que estas doenças podem causar quando não tratadas corretamente?

Quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, as doenças neuromusculares podem ter consequências graves. A progressão da fraqueza muscular leva à perda gradual de mobilidade e independência, exigindo adaptações ambientais e, eventualmente, uso de órteses e cadeira de rodas. O comprometimento da musculatura respiratória pode evoluir para insuficiência respiratória crônica, necessitando de suporte ventilatório não-invasivo ou invasivo. Disfagia não abordada aumenta o risco de desnutrição, desidratação, aspiração e pneumonia. Contraturas musculares, escoliose e outras deformidades osteoarticulares tornam-se mais graves na ausência de fisioterapia e medidas preventivas adequadas. Em condições com envolvimento cardíaco, como certas distrofias musculares, a falta de monitoramento e tratamento cardiológico pode resultar em arritmias fatais ou insuficiência cardíaca. Psicologicamente, o diagnóstico tardio ou manejo inadequado associa-se a maior incidência de depressão, ansiedade e isolamento social. A abordagem multidisciplinar precoce, envolvendo neurologistas, fisiatras, pneumologistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos, é fundamental para otimizar a funcionalidade, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com doenças neuromusculares.