Cefaleias

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Migrânea, cefaleia tensional, em salvas e secundárias: o que é e qual a importância.

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O que são as Cefaleias?

As cefaleias, comumente conhecidas como dores de cabeça, compreendem um grupo diverso de distúrbios caracterizados por dor na região craniana, facial ou cervical superior. São classificadas em dois grandes grupos: cefaleias primárias, que são distúrbios em si mesmos, sem causa estrutural subjacente identificável; e cefaleias secundárias, que são sintomas de outras condições. Entre as cefaleias primárias, destacam-se a Migrânea (Enxaqueca),caracterizada por dor pulsátil, unilateral, moderada a intensa, frequentemente acompanhada de náuseas, fotofobia e fonofobia; a cefaleia do tipo tensional, com dor em pressão ou aperto, geralmente bilateral; a cefaleia em salvas, com dor excruciante periorbital acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais; e outras cefaleias trigêmino-autonômicas. Dentre as doenças que cursam com dor na região craniana também vale ressaltas a Neuralgia do Trigêmeo que cursa com dores em choques de grande intensidade e acompanhandas de grave comprometimento funcional e ansiedade durante as crises. As cefaleias secundárias podem decorrer de diversas condições, como trauma craniano, distúrbios vasculares, infecções, transtornos da homeostase, uso excessivo de medicamentos, entre outros. A fisiopatologia varia conforme o tipo específico, envolvendo mecanismos neuronais, vasculares, inflamatórios e de sensibilização das vias da dor.

 

Quais são os principais sintomas que os pacientes podem experienciar com estas doenças?

Os sintomas das cefaleias variam significativamente conforme o tipo específico. Na migrânea, além da dor pulsátil tipicamente unilateral, moderada a intensa e agravada por atividades físicas rotineiras (mas não causada pelo exercício físico), os pacientes frequentemente experimentam sintomas associados como náuseas, vômitos, hipersensibilidade à luz (fotofobia), sons (fonofobia) e odores (osmofobia). Aproximadamente um terço dos pacientes apresenta aura, manifestada por sintomas neurológicos focais transitórios, como distúrbios visuais (escotomas cintilantes, visão em túnel),sensoriais (parestesias), motor (paresia) ou de linguagem. A cefaleia do tipo tensional caracteriza-se por dor em pressão ou aperto, geralmente bilateral, de intensidade leve a moderada, sem agravamento significativo por atividade física. Na cefaleia em salvas, a dor é extremamente intensa, estritamente unilateral, periorbital, acompanhada de sintomas autonômicos ipsilaterais como lacrimejamento, congestão nasal, miose, ptose palpebral e sudorese facial, com duração de 15 a 180 minutos e recorrência em períodos específicos. Nas cefaleias secundárias, além da dor, podem ocorrer sintomas neurológicos focais, alteração do nível de consciência, febre, rigidez de nuca, início súbito em"trovoada", aparecimento após os 50 anos ou mudança significativa no padrão habitual da dor – "sinais de alerta" que sugerem causas potencialmente graves.

 

Qual o impacto que estas doenças podem causar quando não tratadas corretamente?

Quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, as cefaleias podem ter impacto significativo na qualidade de vida e funcionalidade. A migrânea crônica não tratada está associada a maior risco de transformação para formas mais frequentes e refratárias, além de complicações como estado de mal migranoso. O uso excessivo de analgésicos e outros medicamentos sintomáticos pode levar à cefaleia por uso excessivo de medicamentos, criando um ciclo vicioso difícil de interromper. Pacientes com cefaleias recorrentes não controladas apresentam maior número de faltas no trabalho, com perda significativa de produtividade. O impacto socioeconômico é substancial, envolvendo custos diretos (assistência médica, medicamentos) e indiretos (perda de produtividade, incapacidade temporária ou permanente).Psicologicamente, cefaleias crônicas associam-se a maior prevalência de transtornos de ansiedade, depressão e distúrbios do sono, estabelecendo um círculo vicioso onde dor e comorbidades psiquiátricas se potencializam mutuamente. Em cefaleias secundárias, o diagnóstico tardio ou incorreto pode ter consequências graves, permitindo a progressão da doença subjacente, como neoplasias, hemorragias intracranianas ou processos infecciosos (meningites por exemplo). Uma abordagem sistemática, com diagnóstico preciso, identificação de fatores desencadeantes, tratamento farmacológico adequado (preventivo e abortivo) e medidas não farmacológicas, é fundamental para minimizar o impacto destas condições e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.